Um caminho árduo até a consagração pelo reconhecimento acadêmico pelo MEC

Desde a sua construção, há quase 25 anos, a Faculdade de Caieiras passou por vários desafios até se consolidar. O primeiro, foi fazer com que as pessoas entendessem que na cidade existia uma faculdade. O segundo, foi mostrar que, por ser pequena e iniciante, não a fazia menor do que qualquer outra faculdade em seriedade e qualidade, entretanto, um dos principais desafios foi – e é até hoje – resolver uma equação que muitas instituições de ensino têm dificuldade, ou seja, ser competitiva enquanto “negócio” sem perder a qualidade de ensino.

 

A mudança de uma pequena instituição começa com o pertencimento a um grande grupo acadêmico 

Deixar de ser pequena sem perder o tratamento personalizado e humanizado com os alunos, foi a mudança que trouxe “oxigênio” para que a Faculdade de Caieiras pudesse suportar todas as adversidades no ambiente competitivo ao qual ela está inserida, seja pela pressão das suas concorrentes onde as  pessoas são amontoadas em salas com mais de 100 alunos, visando permitir a prática de valores desleais de mensalidade, ou, até mesmo, pela pressão de contratar professores com baixa titulação para reduzir custos.

A grande mudança começou, no entanto, quando a Faculdade de Caieiras passou a fazer parte do grupo UNIESP/Universidade Brasil, do conhecido Fernando Costa, Reitor de uma das maiores redes de ensino do Brasil com mais de 140 faculdades e 200 mil alunos. Costa assumiu diretamente o compromisso de mudar em tempo recorde a imagem da Faculdade de Caieiras na região.

Diante da imensa dificuldade e cuidado que exigia a instituição, o reitor enviou para a faculdade de Caieiras uma jovem gestora da mais alta confiança do grupo, professora Prisciane Santiago, administradora, especialista em gestão de recursos humanos e marketing e profunda pesquisadora na área de projetos e gestão.

Prisciane começou a trabalhar no grupo há cerca de 15 anos, iniciando como professora na faculdade de Guararapes e logo depois em Araçatuba. Em Guararapes, foi promovida para a coordenação do curso de Administração e logo em seguida para a vice direção.  Na  unidade de Presidente Epitácio, no extremo oeste do estado paulista, assumiu conjuntamente a coordenação do curso de Administração e Ciências Contábeis. Em seguida, dirigiu as unidades de São Paulo, Centro Novo, Centro Velho e no bairro paulistano da Penha, tornando-se uma referência no grupo como gestora.

Ao chegar na unidade de Caieiras, há cerca de apenas 18 meses, seu primeiro ato foi potencializar a autoestima dos funcionários, cujo objetivo era solucionar em curtíssimo prazo os problemas de ordem técnica, como por exemplo, o prazo de entrega de diplomas, objeto este, de muita reclamação dos concluintes. Hoje, de acordo com a gestora, os diplomas são entregues num prazo máximo de 90 dias, tendo inúmeros casos de menos de 60 dias. Apesar disso, constatou que havia um corpo docente bem qualificado, formado em sua ampla maioria por mestres e doutores com vasta experiência profissional, o que garantia à faculdade um quadro docente de muita consistência, não sendo necessário novas contratações e sim, uma questão simples de remanejamento do foco, um olhar diferenciado dos objetivos acadêmicos.

Com apoio do coordenador do curso de Administração, Prof. Ms. Fredy Arl Schnell que também é secretário municipal do Desenvolvimento e Trabalho no município, o curso de Administração foi o primeiro a ser readequado, o que fez com que o MEC revalidasse o curso, ampliando a nota para 4.  Levando em consideração que apenas 25 % dos cursos acadêmicos conseguem nota entre 4 e 5 pelo MEC, esta nota obtida pelo curso de Administração o colocou na média dos melhores avaliados do país.

Hoje a Faculdade de Caieiras oferece cursos de Direito, Pedagogia, Ciências Contábeis e Administração, ministrados por 80% de professores mestres e doutores da mais alta qualidade. Por esta razão, vem cobrando do MEC revalidações de seus cursos, para que assim como ocorreu com o curso de administração, também ocorra com os demais, o que para a nova gestora é apenas questão de tempo, e pouco tempo.

 

Bate Papo com professora Prisciane Santiago, diretora da Faculdade de Caieiras

Revista Cidade Educadora – Explique para nós qual o trajeto para chegar a ser diretor da faculdade de Caieiras?

Prisciane – Bem, o cargo de diretor é um cargo de confiança do mantenedor, no caso a Universidade Brasil. O mantenedor olha para o perfil de cada diretor e os desafios a serem enfrentados em cada unidade do grupo. Pela minha formação e por ter uma vasta experiência em gestão em muitas faculdades, fui encaminhada para Caieiras. O grupo da Universidade Brasil por meio de um rigoroso estudo viu um grande potencial de crescimento na região e me entregou a missão de contribuir para fazer desta faculdade uma referência na região, até porque, a faculdade de Caieiras é conhecida, mas não é reconhecida. Ou seja, as pessoas precisam entender o papel e a importância da “faculdade na comunidade. ”

 

RCE –  O que seria a “faculdade na comunidade” e quais os benefícios da comunidade com a faculdade?

Prisciane – Nossos projetos vão ao encontro da comunidade por meio de parceria com associações, ONGs, igrejas, empresas, prefeituras. Nós mostramos que a faculdade está aberta para a comunidade, que ela é um grande agente construtor de seres humanos, que ao formar bem o cidadão, esse mesmo, atuará na própria cidade em que vive. Então, temos que lapidar a pedra bruta que já é o próprio diamante e fazê-lo brilhar. Essa é a nossa missão.

 

RCE –  Perfeito! Mas para o cidadão que não é do meio acadêmico, como que a faculdade faz o ser humano brilhar?

Prisciane – Simples, a faculdade se movimenta por meio da produção de conhecimentos, esses conhecimentos são os artigos científicos e dissertações acadêmicas fruto de intensos estudos do corpo docente e discente, os quais precisamos viabilizar junto à comunidade. Quanto mais a instituição estiver em movimento, produzindo, em sintonia com a cidade, mais ela vai crescer e mais capital intelectual será gerado, fazendo naturalmente, o ser humano – da faculdade de Caieiras –  brilhar.

 

RCE –  Prisciane, como nos disse, você veio para cá por conta do seu perfil, atrelado ao desafio de potencializar uma instituição numa região com grande potencial educativo. Qual foi a sua imagem inicial da faculdade de Caieiras?

Prisciane – A primeira imagem foi de uma instituição com uma autoestima muito abalada, pessoas desacreditadas na faculdade, alunos receosos da instituição, até os próprios profissionais desacreditados da na sua potencialidade, muitos crendo até que faculdade fosse fechar. Realmente, foi nesse momento que entendi o tamanho o desafio.

 

RCE –   Qual foi o primeiro passo para enfrentar esse desafio?

Prisciane – Primeiramente atacar a zona de conforto, ou melhor, tirar as pessoas de sua zona de conforto…

 

RCE –  Como assim “tirar as pessoas da zona de conforto”?

Prisciane – As pessoas se acostumaram a pensar pequeno, fazer tudo sempre do mesmo jeito. Então, logo de cara, tive que ter uma atitude até um pouco antipática, mas com objetivo de moralizar, definir estratégias com metas para chegar a um objetivo. Tivemos que fazer um profundo questionamento das competências da faculdade, dos nossos objetivos, da nossa missão. Enfim, de qual é a nossa ambição, que se resume no ensino solidário para todos.

 

RCE –  Após 18 meses de trabalho, o que mudou na faculdade de Caieiras e qual sua avaliação?

Prisciane – Acredito que foi a unidade de todos os envolvidos no “ser faculdade de Caieiras” um único corpo formado por funcionários, professores e alunos, com um único objetivo. Essa unidade alavancou a instituição. Tanto é que, este ano o curso de Administração saltou para conceito 4 no MEC, o que motivou a todos com o sentimento de que estamos aqui para fazer a diferença. Acabou aquela história de atraso no Registro de Diplomas. Hoje em pouco tempo os graduados já têm seus diplomas em mãos. Conseguimos formar um corpo docente de altíssimo nível, onde mais de 80% são mestres e doutores, e mais, conseguimos conscientizar que o professor é o responsável pelo sonho dos alunos.

 

RCE –  E qual é o seu grande sonho hoje e o que falta para alcançá-lo? 

Prisciane – Eu sonho todos dias em fazer da Faculdade de Caieiras a mais importante instituição de ensino da região norte da Grande São Paulo. E temos tudo pra isso! Ótima infraestrutura, professores altamente qualificados, o que garante mais de 90% dos nossos alunos inseridos no mercado de trabalho e esses números não podem ser menosprezados. Com o grupo direcionado e acreditando em seu potencial, temos todas as condições de alcançar esse grande objetivo.